terça-feira, 5 de abril de 2011

Restaurantes dos EUA terão que indicar calorias nos cardápios

A FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) exigirá, a partir de 2012, que os estabelecimentos de venda de comida indiquem expressamente a quantidade de calorias contidas em seus produtos, como parte da luta contra a obesidade no país.
"A proposta assegurará que os consumidores tenham mais informação na hora de tomar suas decisões sobre alimentação. Assim será mais fácil que escolham opções mais saudáveis e que ajudem a combater a obesidade", afirmou Kathleen Sebelius, secretária do Departamento de Saúde, em comunicado.
De acordo com a agência federal, os americanos consomem um terço das calorias em comidas preparadas fora de casa.
Até agora, este tipo de informação detalhada sobre o conteúdo de calorias dos alimentos só era exigida aos alimentos empacotados.
A FDA calcula que a medida afeta cerca de 280 mil estabelecimentos e restaurantes, e inclui as redes de 20 ou mais lojas nos Estados Unidos.
Além disso, os estabelecimentos indicarão que uma dieta de duas mil calorias diárias é usada como base para uma nutrição adequada.
No entanto, a norma da FDA exclui a obrigatoriedade da informação sobre as calorias de refrigerantes e bebidas alcoólicas.
A luta contra a obesidade é uma das principais prioridades da Administração do presidente Barack Obama perante o preocupante aumento desse problema na população, especialmente entre as crianças.
O último relatório do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), divulgado no final de 2010, indicou que o número de pessoas adultas obesas nos Estados Unidos era de 2,4 milhões.
A primeira-dama, Michelle Obama, lançou no ano passado o programa "LeT's Move", dirigido especialmente às crianças, que procura instaurar hábitos alimentares mais saudáveis e fomentar o exercício físico.
O problema do excesso de peso afeta uma de cada três crianças nos Estados Unidos, sendo que uma de cada seis é obesa, um número que não parou de crescer desde os anos 1970, quando uma de cada 20 crianças era excessivamente gorda.

Fonte: Folha

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Comida com nota

Um sistema de pontuação simples, que varia de 1 a 100, ajuda a escolher alimentos saudáveis sem decifrar rótulos. É o fim das dúvidas na gôndola?
 
 
 
A dona de casa Rute Gulinelli, de 70 anos, está fazendo compras no supermercado Futurama de Pinheiros, bairro de São Paulo, na manhã da sexta-feira. Magra e energética, ela está na seção de massas, em busca de um macarrão que tenha “consistência gostosa”. Diz que, de uns anos para cá, tem estado atenta à qualidade da comida e comprado alimentos que considera mais saudáveis. Procura, inclusive, influenciar para melhor a alimentação dos três netos. Rute lê os rótulos dos produtos nas prateleiras do supermercado? Sim. Ela está preocuda com os teores de sódio e gordura dos itens, mas, frequentemente, tem dúvidas sobre a composição dos temperos e de outros alimentos. “Eu, que observo, me engano e tenho dúvidas”, diz ela. “Imagina quem compra sem olhar.”
Para tornar a vida de consumidores como Rute mais fácil e permitir que outros que não têm paciência para ler rótulos se informem de alguma forma, com rapidez, pesquisadores da Universidade Yale criaram um sistema de pontuação chamado NuVal, que fornece uma nota única para cada alimento – desde frutas e hortaliças in natura até os produtos processados. Basta olhar o número que está ao lado do preço na prateleira e escolher os alimentos com maior nota, numa escala de 1 a 100. Quanto mais perto de 100, mais saudável. Quem não tem preocupações de saúde específicas – como pressão alta e colesterol elevado, que exigem dietas especiais – nem precisa ler o rótulo das embalagens. Bate o olho e escolhe.
As primeiras etiquetas com a logomarca NuVal começaram a aparecer nas lojas do centro-oeste dos Estados Unidos em janeiro de 2009 e, desde então, a ideia se espalhou rapidamente. A NuVal LLC, empresa criada para impulsionar a nova ideia no varejo, já tem como clientes mais de 1.000 supermercados em 23 Estados americanos – além de um grupo de escolas e uma seguradora de saúde que orienta pessoas com restrições alimentares por telefone. Noventa mil produtos já foram analisados e receberam nota. “Queremos transformar o NuVal no sistema universal de avaliação dos alimentos para escolhas saudáveis”, diz Annete Maggi, diretora da empresa.
Para tornar a vida do consumidor mais simples, os nutricionistas do NuVal fazem contas complicadas. Os nutrientes presentes em cada alimento são separados em duas categorias. Vitaminas, minerais, fibras, bioflavonoides, carotenoides e outras substâncias benéficas para a saúde entram na categoria de nutrientes numeradores, os nutrientes do bem. Eles aumentarão a nota do alimento sempre que estiverem presentes em quantidades satisfatórias. Gordura saturada, gordura trans, açúcar, sódio e colesterol entram na categoria de nutrientes denominadores, que levam as notas para baixo. A essas informações são adicionadas a qualidade das proteínas e das gorduras do alimento, sua densidade energética (ou quantas calorias estão contidas em cada 100 gramas) e a carga glicêmica (que tem a ver com o tipo de carboidrato e com sua influência sobre o peso corporal). Aditivos químicos e agrotóxicos não são levados em conta. Esses dados são colocados numa fórmula (um algoritmo) que é processada no computador. De acordo com essa equação, só merecem nota máxima as frutas e os vegetais com grande quantidade de vitaminas, minerais, fibras e água. Os brócolis e o mirtilo, conhecidos por suas propriedades protetoras contra o câncer, estão no topo do ranking, com nota 100. Entre os perdedores estão os refrigeran-tes (nota 1), as bolachas tipo cracker (nota 2) e o chocolate ao leite (nota 3). Eles têm muitas calorias, gorduras de má qualidade, excesso de açúcar e sódio e pouquíssimos nutrientes. No grupo com notas intermediárias estão os peixes e frutos do mar (entre 50 e 90), as carnes vermelhas (abaixo de 50), os laticínios, cuja nota varia conforme o teor de gordura e outras variáveis. O objetivo das notas é ajudar o consumidor a escolher o melhor produto em cada categoria. No caso dos biscoitos, por exemplo, a maior nota possível será 40. Por mais fibras e menos sódio que contenham, serão sempre muito industrializados e calóricos. Mas, entre um biscoito de nota 35 e um biscoito de nota 1, o de 35 é uma escolha melhor.
Na lógica do sistema NuVal, quanto mais processado é o alimento, menor tende a ser sua nota. “O NuVal permite perceber a diferença entre uma maçã, um suco de maçã e um molho de maçã”, diz Annete Maggi. A explicação é simples: a fruta inteira tem todas as fibras que ela pode ter, baixa densidade energética e vitaminas. Quando você processa, começa a retirar essas fibras, eliminar a água e concentrar os carboidratos. “Isso muda dramaticamente o perfil energético do alimento”, diz Annete. Os resultados, expostos na tabela abaixo, são muitas vezes surpreendentes. O macarrão, por exemplo, tem nota melhor do que vários outros alimentos que parecem mais saudáveis: carne fresca, leite com 2% de gordura, pão de linhaça e arroz branco, que nem sequer é industrializado. A tabela sugere um jeito novo de olhar para a alimentação. O que os nutricionistas acham disso?
Eles disseram a ÉPOCA que gostam da orientação simples e direta para os consumidores, como o sistema NuVal, sobretudo se for usada para estimular o consumo de mais alimentos naturais em detrimento dos processados. Mas enfatizam que, sozinha, ela não vai resolver as questões alimentares – e pode até empurrar as pessoas na direção errada. “Se elas pensarem somente no valor nutricional de cada alimento e se esquecerem de como vão compor a dieta inteira, correm o risco de fazer uma alimentação não saudável com alimentos saudáveis”, diz Fabio Gomes, do Instituto Nacional do Câncer, do Rio de Janeiro. Ou, o que é mais provável, podem misturar alimentos saudáveis com outros, de baixa qualidade, anulando o efeito positivo. Um exemplo é um macarrão multigrãos que tem nota NuVal 91. Sozinho, ele parece ótimo. Mas com que molho será comido? Se tiver queijos ou calabresa, a nota cairá, e com ela a qualidade da refeição.
“Sempre vejo com bons olhos as ideias para melhorar a informação ao consumidor”, diz Renata Monteiro, professora do departamento de nutrição da Universidade de Brasília. Há dez anos, ela participou de uma pesquisa feita em supermercados da cidade que mostrou que apenas 17% dos consumidores liam rótulos para comparar produtos. Poucos usavam essas informações para tomar decisões de compra. Neste ano, uma nova pesquisa vai verificar se esse quadro mudou. Renata prevê que a mudança não será grande. “De lá para cá, não houve medidas significativas para melhorar o entendimento do consumidor”, diz. “A preocupação com a saúde aumentou, mas não o entendimento.” Quem procurou orientar as escolhas dos consumidores nos últimos anos foi a própria indústria. Ela criou selos como o Minha Escolha, dados a produtos com redução de nutrientes que fazem mal quando em excesso, como o sódio e o açúcar.
A NuVal LLC, que detém os direitos da pontuação americana de alimentos, ainda não tem planos de levar o sistema para fora dos Estados Unidos. Os grandes supermercados brasileiros, procurados por ÉPOCA, desconhecem a novidade e não quiseram falar sobre o assunto. Ana Fanelli, nutricionista da Casa Santa Luzia, um dos varejistas de alimentos mais tradicionais de São Paulo, não gostou da ideia. “Quem vai pagar a conta para implantar essa tecnologia de avaliação por aqui?”, diz ela. “Seria melhor investir em educação, para que as pes-soas entendam as informações nutricionais do rótulo.”


Fonte: Epoca

domingo, 3 de abril de 2011

Combinação perigosa: café + alimentos gordurosos

Estudo mostra que ingerir cafeína até quatro horas após fazer uma refeição altamente gordurosa - comer fast food, por exemplo - é duas vezes mais nocivo à saúde.
 
 
 
 
Beber café após ingerir uma refeição altamente gordurosa - como é o caso do fast food - é duas vezes pior para o organismo. Estudos feitos na Universidade de Guelph, Canadá, confirmam que os níveis de açúcar na corrente sanguínea, que já disparam quando a pessoa ingere comidas gordurosas, dobram quando ela toma alguma bebida com alta dose de cafeína - e podem chegar ao patamar de uma pessoa que sofre de diabetes.
Divulgado nesta sexta-feira (1º) na publicação especializada Journal of Nutrition, o estudo examina, em primeira mão, a relação da cafeína com a ingestão de alimentos altamente gordurosos. “Os resultados nos mostram que gordura saturada interfere na habilidade do corpo de limpar o açúcar do sangue e, quando combinado com cafeína, o impacto é ainda maior”, afirmou Marie-Soleil Beaudoin, autora da pesquisa.
 
Nos casos estudados na pesquisa, algumas pessoas viram suas taxas de açúcar no sangue aumentarem em 65% após ingerirem duas xícaras de café.

Para realizar os testes, o grupo de pesquisadores utilizaram um coquetel contendo apenas lipídios, que era dado aos participantes na proporção de um grama por cada quilo que pesasse. Depois de seis horas, eles recebiam um segundo coquetel de açúcar. O resultado demonstrou que o nível de açúcar no sangue dessas pessoas aumentou 32% em relação aos pacientes que não tomaram o coquetel de lipídios.

No caso do teste com a cafeína, os participantes tomavam o coquetel de lipídios, depois duas xícaras de café cinco horas depois e, por fim, o coquetel de açúcar uma hora mais tarde. Foi nesse grupo que os níveis do carboidrato chegaram a mais de 65%.

“Isso mostra que os efeitos para o organismo de uma refeição gordurosa duram por pelo menos quatro horas. O que você come no almoço pode impactar seu organismo no final do dia”, disse Beaudoin.

Os pesquisadores também descobriram que a combinação do café com o alimento gorduroso afeta e atrapalha a comunicação entre o estômago e o pâncreas (órgão que fabrica a insulina, responsável por limpar o açúcar do corpo). Como essa comunicação fica interrompida, o organismo não consegue se limpar do excesso de açúcar.

“Beber café descafeínado ao invés de café normal é uma das formas para se aumentar a intolerância à glicose. Limitar o consumo de gorduras saturadas, encontradas em carnes vermelhas, alimentos processados e fast food também é benéfico. Este estudo nos mostrou que os efeitos dessas comidas podem ser fortes e duradouros”, afirmou a doutora Beaudoin.
 
Fonte: Epoca

sábado, 2 de abril de 2011

Entidade abaixa IMC necessário para cirurgia bariátrica em pacientes diabéticos

Anúncio ocorreu durante o II Congresso de Intervenção para Terapia do Diabetes Tipo 2, em Nova York



A Federação Internacional de Diabetes divulgou nesta segunda-feira a redução do Índice de Massa Corporal necessário para a cirurgia bariátrica para pacientes com diabetes. O anúncio ocorreu durante o II Congresso de Intervenção para Terapia do Diabetes Tipo 2,  em Nova York. 
De acordo com a entidade, pacientes com IMC entre 30 e 35 podem se tornar candidatos para a operação desde que não respondam ao tratamento medicamentoso para o diabetes tipo 2. Atualmente, pacientes nestas condições só podem se submeter à cirurgia se tiverem IMC acima de 35. Para pessoas sem problemas de saúde, a cirurgia é recomendada para quem está com o IMC acima de 40.
O documento é assinado por vinte especialistas em diabetes e em cirurgia bariátrica. O texto salienta que pacientes obesos com diabetes tipo 2 conseguem ter melhoras substanciais nos níveis da glicose — e em outras doenças relacionadas — quando fazem a cirurgia. Daí a necessidade de antecipar o procedimento para pacientes com IMC entre 30 e 35 e incluir a operação no protocolo primário do tratamento de pacientes com IMC acima de 35: isso significa que a intervenção passaria a ser uma das primeiras opções dos médicos.
Segundo Ricardo Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM), o IMC não é um fator fundamental para a operação nos casos de paciente com diabetes tipo 2, mas sim a gravidade de doenças comos hipertensão e apneia do sono, que caminham junto com a obesidade. “No Brasil, aproximadamente metade dos pacientes diabéticos não tem a doença sob controle. Isso se deve ao difícil acesso a um médico e também porque muitos não respondem bem ao tratamento”, diz Cohen.
No documento, a Federação Internacional de Diabetes defende ainda que a cirurgia para obesos mórbidos e com o diabetes tipo 2 deve ser realizada dentro dos protocolos internacionais. Isso inclui tratamento multidisciplinar, exames clínicos, reeducação alimentar e acompanhamento pós-operatório. De acordo com Paul Zimmet, diretor emérito do Baker IDI Heart and Diabetes Institute, da Austrália, e um dos autores do documento, a cirurgia bariátrica é um procedimento eficiente para os pacientes que se enquadram no perfil defendido pela Federação Internacional de Diabetes.
Segundo dados da SBCBM, cerca de 10% dos pacientes diabéticos morrem, todos os anos, por doenças cardiovasculares. Esse índice cai para 0,3% entre aqueles que passam pela operação no estômago. “Um paciente com sobrepeso de 20 quilos, que toma insulina, tem apneia e é hipertenso corre muito mais riscos do que aquele com IMC entre 30 e 35 que se submete à cirurgia bariátrica”, defende Cohen.


Fonte: Veja

sexta-feira, 1 de abril de 2011

EUA apresentam novas medidas para diminuir obesidade




Os Estados Unidos querem diminuir a obesidade, que atinge mais de um terço dos adultos do país, e para isso o NIH (Instituto Nacional de Saúda, na sigla em inglês) apresentou, nesta quinta-feira, um novo plano estratégico de pesquisa da obesidade.
O plano será focado na pesquisa, melhora da saúde pública e divulgação, tanto à comunidade médica como aos cidadãos, da necessidade de uma vida mais saudável.
A obesidade, que afeta 17% das crianças, aumenta a probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 ou de sofrer doenças do coração, do fígado, pressão arterial e alguns tipos de câncer.
Em 2008, as despesas médicas relacionadas com a obesidade foram de US$ 147 bilhões, segundo o NIH, que para combater a epidemia de obesidade está impulsionando diversas pesquisas científicas centradas neste problema.
O NIH destinará US$ 824 milhões para pesquisas relacionadas com a redução da obesidade e suas consequências, e US$ 147 milhões adicionais por meio da Lei de Recuperação econômica.
"Comer menos e fazer mais exercício é mais fácil de falar do que fazer", reconheceu o grupo de trabalho do NIH destinado a investigar a obesidade, por isso o objetivo é realizar exames clínicos para apresentar soluções práticas.
Os campos de pesquisa propostos pelo NIH incluem os processos que regulam o peso corporal; a compreensão dos fatores que contribuem para a obesidade e suas consequências; e desenvolvimento de testes de novos enfoques para atingir e manter um peso saudável.
Também inclui a avaliação das estratégias para prevenir e tratar a obesidade de uma maneira real e a análise dos diferentes grupos de população; além do uso da tecnologia para avançar na pesquisa da obesidade e melhorar a prestação de assistência médica.
"Muitas causas e fatores contribuem para a obesidade", indicou o diretor do NIH, Francis Collins, que considerou que este projeto é um plano inovador "para examinar a epidemia da obesidade de diversas perspectivas".
"Os pesquisadores poderão trabalhar em conjunto para alcançar os objetivos de prevenir e tratar a obesidade, para ajudar as pessoas a levarem a vida de forma mais saudável e satisfatória", enfatizou.


Fonte: Folha

Veja como comprar, conservar e preparar cogumelos

Ricos em vitaminas e proteínas e ainda pouco consumidos no Brasil, os cogumelos têm nutrientes que ajudam a proteger os sistemas imunológico e cardiovascular. Um brasileiro come em média 160 g dessas iguarias ao ano, enquanto um francês detona, em média, dois quilos por ano. Já o consumo anual per capita na Alemanha é de quatro quilos, a metade do registrado por cabeça na China. Veja como comprar, conservar e preparar os fungos:
Ricos em vitaminas e proteínas, os cogumelos têm nutrientes que ajudam a proteger os sistemas imunológico e cardiovascular


VALOR NUTRICIONAL
Os cogumelos têm baixo teor calórico. Uma porção de 100 g de shimeji, por exemplo, tem oito calorias. O teor de proteínas é alto, chegando a 35% em 100 g. O alimento também é fonte de vitaminas do complexo B e de vitaminas C e D, além de minerais como cálcio, potássio, iodo, sódio e fósforo
NA PANELA
Cogumelos frescos são delicados e podem ficar 'borrachudos' se deixados no calor por muito tempo. O ideal é aquecer bem a panela antes e não ultrapassar quatro minutos cozinhando. Hidrate os cogumelos com vinho ou saquê enquanto eles cozinham
NO MERCADO
Observe se não há umidade excessiva na caixa, o que pode acelerar o apodrecimento. Verifique também se não há lesões amareladas na superfície dos cogumelos. Manchas marrons e fissuras também são sinais ruins. Observe a data em que o cogumelo foi colhido. Ele dura até uma semana
CONSERVAÇÃO
Deixe os cogumelos frescos na geladeira. Em geral, eles duram sete dias, mas dá para aumentar a validade para dez dias fazendo furinhos no filme plástico que cobre a embalagem. Mesmo depois de colhidos, os cogumelos continuam 'vivos'. Por isso, deixar a embalagem aerada preserva o produto
HIGIENE E CUIDADOS
Lave em água corrente, passando os dedos na superfície. Não deixe de molho. E não é necessário tirar os caules do cogumelo. Se, ao abrir a caixa, o cheiro estiver mais forte que o usual, é melhor jogar fora. O cheiro pode indicar a presença de bactérias, mesmo que não haja lesões aparentes





COGUMELO- DE- PARIS
É o mais consumido no mundo, por ter se adaptado facilmente em todos os países. É usado fresco ou em conserva
Cogumelo-de-paris


PORTOBELLO
É a versão madura do cogumelo-de-paris. Tem textura rígida e aroma forte. Preferido dos franceses, ele é, em geral, consumido inteiro

Portobello


SHIITAKE
Na natureza, cresce sobre madeira em decomposição. Muito consumido na Ásia, tem sido alvo de estudos sobre controle de colesterol
Shitake
MAITAKE
O maitake cresce na região nordeste do Japão, nos EUA e na Europa. Tem funções medicinais, como o controle da hipertensão e do diabetes
Maitake


ERYNGI
Variedade relativamente nova no Brasil, o eryngi é cultivado em câmaras especiais. Seu consumo é indicado para prevenir problemas no fígado
Eryngi


SHIMEJI
Mais popular na Ásia, principalmente na China, é rico em lisina e em vitamina B1. Funciona bem em sopas e refogados
Shimeji




 
Fonte: Folha

quinta-feira, 31 de março de 2011

FDA analisa ligação entre corantes alimentares e hiperatividade

A FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) está analisando a ligação entre corantes encontrados nos alimentos do dia a dia e hiperatividade em crianças.
Em uma reunião de dois dias, um comitê consultivo da FDA irá decidir se os dados disponíveis relacionam os corantes à desordem.


FDA vai analisar estudos que ligam os aditivos de cor à hiperatividade

O painel vai recomendar na quinta-feira (31) se a agência deve regular os corantes, fazer mais estudos sobre o assunto ou exigir rótulos melhores dos aditivos. Ainda podem recomendar que a FDA não faça nada.
A agência reguladora disse que até agora não existe nenhuma relação comprovada entre corantes e hiperatividade na maioria das crianças. Mas afirmou que em "certas crianças suscetíveis", a hiperatividade e outros problemas comportamentais podem ser exacerbados por corantes e outras substâncias nos alimentos.
Defensores da saúde pública concordam que os aditivos não parecem ser a causa principal da hiperatividade, mas dizem que os efeitos dos corantes em algumas crianças é suficiente para interdição das substâncias.
O FDA vai realizar a reunião em resposta a uma petição 2008 apresentada pelo grupo de defesa Centro de Ciência no Interesse Público para proibir oito corantes.
Michael Jacobson, diretor do grupo, disse na reunião de quarta que a única razão para os corantes nos alimentos é enganar os consumidores. Alguns fabricantes usam menos corantes nos mesmos alimentos vendidos na Europa, por causa de preocupação dos europeus com a hiperatividade.
"Corantes são geralmente usados para deixar junk food mais atraente para crianças, ou para simular a presença de uma fruta saudável ou outro ingrediente natural", disse Jacobson. "Apenas os fabricantes de corantes sentiriam falta dos aditivos nos alimentos."
Jacobson admitiu que proibir completamente as substâncias seria difícil, pedindo à FDA para pelo menos colocar advertências nos rótulos das embalagens dos alimentos.
Os cientistas e defensores públicos têm debatido o assunto por mais de 30 anos, com o crescente aumento do uso de corantes em alimentos. O painel consultivo vai peneirar uma variedade de estudos durante a reunião de dois dias, sendo que alguns apresentam mais de uma relação entre corantes e hiperatividade do que outros.
A indústria alimentar está alertando os consumidores a não apressar o julgamento. David Schmidt, presidente e CEO do International Food Information Council Foundation, um grupo da indústria alimentar, disse que os corantes ajudam os consumidores a aproveitar os alimentos por manter ou melhorar a aparência.
Sugerindo uma ligação entre os aditivos de cor e o transtorno de déficit de atenção em crianças "poderia ter consequências não intencionais, assustando desnecessariamente os consumidores sobre ingredientes seguros que são consumidos todos os dias", disse ele.

Fonte: Folha

Agora, anorexia atinge mulheres com mais de 40 anos

A anorexia nervosa, transtorno que faz a pessoa comer cada vez menos e nunca estar satisfeita com seu peso, expande suas fronteiras.
A maioria das pacientes ainda é composta por adolescentes, mas o distúrbio é cada vez mais diagnosticado em mulheres maduras.
Em clínicas e ambulatórios como o do Proata (Programa de Orientação e Atenção ao Pacientes com Transtorno Alimentar), da Unifesp, duas em cada dez pacientes têm mais de 40 anos.
"Há alguns anos, os grandes relatos médicos sobre anorexia nem faziam referência às mais velhas", diz o psiquiatra Táki Cordás, coordenador do Ambulim (Ambulatório de Transtornos Alimentares) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Elas já são notadas. "Mesmo quando estão na casa dos 50 ou 60 anos, as mulheres praticam comportamentos extremos para modificar seu peso e seus corpos", afirma Cynthia Bulik, diretora do Programa de Transtornos Alimentares da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

IMAGEM CORPORAL
Segundo Cordás, a mulher mais velha se preocupa mais do que antes com sua imagem corporal. "Entre outras coisas, há o papel da competição, afetiva ou profissional, com as mais jovens."
Essas mulheres maduras que "estão no mercado" se voltam para todos os recursos de embelezamento e rejuvenescimento disponíveis, incluindo dietas agressivas.
"Fazer dieta eleva em 20 vezes o risco de desenvolver anorexia", diz o psiquiatra.
A dermatologista Luciana Conrado, que pesquisa transtornos de imagem, considera o problema uma doença social. "Nossa sociedade valoriza a imagem, e a beleza é a forma jovem e magra."
O que complica ainda mais a vida de quem tem 40 ou mais. "Não dá para ela ficar com um corpo de magra de 20 anos, por mais que passe fome e malhe na academia", diz Conrado.
A nutricionista Lara Natacci, autora do livro "Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar" (ed. Atheneu), diz que a mulher madura consegue dissimular a doença por mais tempo e demora mais para buscar ajuda.
Quanto mais tarde o tratamento, mais difícil é a cura. "Em jovens, o prognóstico é melhor", afirma Cordás.
Alguns efeitos da desnutrição são mais acentuados na mulher mais velha, como o ressecamento da pele. "É provável também ela ter com mais frequências quadros como depressão e abuso de álcool", diz Cordás.


Fonte: Folha

31 de Março: Dia Nacional da Saúde e Nutrição!




A brusca mudança no padrão alimentar e a redução na prática de atividade física regular, aliados ao consumo de cigarro, álcool e também o estilo de vida cada vez mais estressante, próprios da época, têm contribuído para o surgimento de muitas doenças e queda da qualidade de vida, motivando assim campanhas, projetos e outras ações, dentre elas: a Estratégia Global para a Promoção da Saúde lançada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no ano de 2004 e o dia Nacional da Saúde e Nutrição, celebrado no dia 31 de março.

Embora a promoção da alimentação saudável, tradicionalmente está ligada a um conceito de saúde, outros fatores como situação social, características culturais e regionais, além da falta de acesso a informação, ou mesmo, a confiança em informações falsas, têm contribuído para que a cada ano, o dia Nacional de Nutrição e Saúde seja celebrado como um dia festivo pelas grandes conquistas no campo da nutrição e da saúde, sem perder também o sentido de luta de todos pela redução do número de casos de doenças como: Obesidade, diabetes, osteoporose, doenças cardíacas e os vários tipos de câncer.

Sabemos que muitas das doenças podem ser evitadas, através de alguns simples modos mais saudáveis de viver, velhos conhecidos de todos, mas muitas das vezes esquecidos. A maneira mais fácil e barata de se obter a longevidade através da nutrição e saúde é seguir as seguintes dicas:

•    Aleitamento materno exclusivo nos primeiro seis meses de vida.

•    Evitar o consumo de alimentos ricos em calorias e industrializados, gordurosos e salgados.

•    Aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais integrais e feijões.

•    Faça exercícios físicos regulares, diariamente ou pelo menos três vezes por semana, após consultar o seu médico.

•    Reduza ou evite o consumo de bebidas alcoólicas e o uso do cigarro

•    Faça exames preventivos e consulte sempre o seu médico.

•    Beba cerca de 10 copos de água ao dia

•    Durma pelo menos 08horas num período de 24 horas

•    Importante também evitar as dietas da moda, conhecer melhor seus fundamentos, métodos e conseqüência para a saúde.

Os alimentos servem para saciar a fome e ser combustível para todas as atividades do corpo humano, tais como piscar os olhos, levantar um braço, caminhar, correr ou jogar bola. Precisamos de energia, proveniente dos alimentos que comemos todos os dias. Também serve para demonstrar carinho, afeto e aceitação, por exemplo, quando a mãe amamenta o bebê, ou um almoço onde todos se reúnem em torno de uma mesa, é uma demonstração de carinho, de afeto. Ou seja, o alimento está intimamente ligado com o nosso bem estar físico, social e mental, definido segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde.

Uma alimentação correta é essencial para uma vida saudável!

terça-feira, 29 de março de 2011

Cereal matinal ajuda a controlar hipertensão masculina

Risco de desenvolver doença cai 20% entre aqueles que adotam dieta diária




Comer o equivalente a uma vasilha de cereais todas as manhãs, especialmente os do tipo integral, pode diminuir em um quinto os riscos de hipertensão entre os homens. Os benefícios. contudo, não decorrem exclusivamente do fato de o alimento ser uma fonte rica em fibras. De acordo com pesquisadores da Northwestern Medicine, dos Estados Unidos, os ganhos residem na maneira pela qual os cereais são consumidos – com frutas, leite e sem adição de gordura saturada, sódio e açúcar em excesso.
"O cereal é algo fácil e gostoso de inserir na dieta. Além do mais, ele custa muito menos do que os medicamentos necessários para controlar a hipertensão", diz Jinesh Kochar, responsável pelo estudo. A adição de nozes, uva passa, frutas e leite oferece ao organismo quantidades de fibras e potássio importantes para o controle da pressão arterial.
Estudos anteriores já haviam apontado que as fibras, solúveis e insolúveis, têm um papel fundamental no controle da hipertensão. Além de ajudar a diminuir a absorção de gordura e a síntese do colesterol hepático, evitando o acúmulo de gordura nas artérias, conseguem aumentar a sensação de saciedade, limitando o consumo alimentar.
Pesquisa - Para chegar aos resultados, foram analisados dados de mais de 13.000 homens. Todos os participantes tinham pressão arterial normal e uma média de 52 anos quando o estudo teve início. Durante os 17 da pesquisa, no entanto, mais da metade deles desenvolveu hipertensão.
Nesse período, o grupo de homens que consumiam cereais uma vez por semana apresentou risco 7% menor de desenvolver a doença. Entre os que o faziam entre duas e seis vezes por semana, os riscos caíram 11%. Já entre os que adotaram os cereais como dieta diária, a queda foi de 19%.
Os pesquisadores agora querem realizar novos estudos para averiguar se, entre as mulheres, os efeitos são similares.


Fonte: Veja