segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Informar calorias nos alimentos não muda hábitos de adolescentes americanos

Estudo mostrou que avisar o valor calórico dos alimentos nos restaurantes não surte efeito muito significativo entre os jovens




 


Divulgar a quantidade de calorias consumidas por adultos e adolescentes em restaurantes americanos pode não estar surtindo resultados significativos. Segundo uma pesquisa publicada no periódico americano Internacional Journal of Obesity, apenas 9% dos adolescentes e 28% dos adultos dizem ter mudado os hábitos alimentares depois da norma publicada em 2008, que obriga os estabelecimentos de Nova York a informar o valor calórico de seus produtos nos cardápios - medida adotada com o intuito de combater a obesidade.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores colheram depoimentos de 427 pais e adolescentes em restaurantes de fast-food em Nova York e Newark, nos Estados Unidos. Os dados foram coletados antes de a norma começar a valer e um mês depois de entrar em vigor. Depois que os voluntários saíam do estabelecimento, os pesquisadores checavam com o restaurante se a refeição informada foi de fato consumida.
Após o início da norma, 57% dos adolescentes de Nova York e 18% dos que estavam em Newark disseram ter reparado nas informações sobre as calorias. Do total, 9% disseram que isso afetou a escolha e influenciou a troca por um alimento menos calórico. No caso dos adultos, 28% disseram terem sido influenciados pelas calorias no cardápio. “Enquanto adolescentes e adultos notaram a informação calórica no cardápio, poucos adolescentes disseram ter utilizado essa informação na escolha de uma alimentação menos calórica”, diz Brian Elbel, um dos autores do estudo, da Universidade de Nova York.
Apesar da regra, a pesquisa não encontrou uma mudança significativa no número de calorias ingeridas em restaurantes fast-food. O gosto da comida foi considerado o fator mais importante pelos adolescentes para justificar a escolha. Somente um quarto do grupo disse controlar ou limitar a alimentação com o objetivo de manter o peso. O estudo mostrou ainda que a maioria dos adolescentes subestimou a quantidade de calorias consumidas: eles acreditaram ter ingerido 466 calorias, em vez de 725 calorias.


Fonte: Veja

Comer frutas vermelhas pode reduzir risco de Parkinson

Substância presente em morangos, amoras e mirtilos protege contra a doença


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês) afirma que homens e mulheres que comem regularmente frutas vermelhas, como morango, amora e mirtilo, apresentam menores riscos de desenvolver o mal de Parkinson. Para os homens, a prevenção pode vir ainda pelo consumo de maçãs e laranjas - frutas também ricas em flavonóides. O estudo, divulgado nesta segunda-feira, será apresentado durante o 63º Encontro da Academia Americana de Neurologia, que acontece em abril deste ano.

Para chegar aos resultados, foram analisados dados de 49.281 homens e 80.336 mulheres durante 22 anos. Cinco fontes naturais de flavonoides foram pesquisadas: chá, frutas vermelhas, maçãs, vinho tinto e laranja. No período estudado, 805 pessoas desenvolveram Parkinson. Nos homens, os 20% que apresentavam o maior consumo de flavonoides tinham 40% menos chances de desenvolver a doença, quando comparados aos 20% que menos consumiam a substância.

Nas mulheres, no entanto, o consumo de flavonoides não aparentou ter relação direta com a doença. Mas se descobriu que o consumo de sub-classes de flavonoides, como as antocianinas —obtidas principalmente a partir das frutas vermelhas —, resultava em menores riscos de Parkinson para ambos os sexos.

Fonte: Veja

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dieta rica em fibras aumenta expectativa de vida, diz estudo




Uma dieta rica em fibras pode significar o aumento da expectativa de vida. Essa é a conclusão do maior estudo já realizado sobre o tema que encontrou uma ligação entre consumo de fibras e menor risco de morte, não apenas causadas por doenças cardíacas, mas também por problemas infecciosos e respiratórios.
O estudo do governo também liga a dieta a um menor risco de morte por câncer em homens, mas não em mulheres, possivelmente porque eles são mais propensos a morrer de câncer relacionado a alimentação, como câncer de esôfago. Ainda descobriu que a dieta mais benéfica é a rica em fibras dos grãos.
A maioria dos americanos não está se alimentando de uma quantidade suficiente de fibras. O americano médio come apenas cerca de 15 gramas por dia, muito menos do que a atual recomendação diária, de 25 gramas para mulheres e 38 gramas para homens, ou 14 gramas por mil calorias. Por exemplo, uma fatia de pão integral contém 2 a 4 gramas de fibra.
No novo estudo, as pessoas que conheciam as orientações tinham menos chance de morrer durante o período de acompanhamento de nove anos.
Os homens e mulheres que comeram mais fibras tinham 22% menos probabilidade de morrer por qualquer causa em comparação aos que comiam menos, disse o autor do estudo, Yikyung Park, do Instituto Nacional do Câncer.
A pesquisa, publicada segunda-feira (14) no "Archives of Internal Medicine", analisou mais de 388.000 adultos, com idade de 50 a 71 anos, que participaram de um estudo de dieta e saúde realizado por Institutos Nacionais de Saúde.
Entre 1995 e 1996, eles preencheram um questionário sobre os seus hábitos alimentares, que pedia uma estimativa da frequência com que comiam 124 itens. Após nove anos, mais de 31.000 participantes haviam morrido. Registros nacionais foram usados para descobrir quem morreu e qual era a causa da morte.
Os pesquisadores levaram em conta outros fatores de risco, incluindo peso, nível de escolaridade, tabagismo e estado de saúde, e ainda assim identificou menores riscos de morte em pessoas que comeram mais fibras.

Fonte: Folha

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sem tratamento, hipotireoidismo tem consequências graves

A falta de tratamento para o hipotireoidismo pode trazer consequências bem mais graves do que a dificuldade de emagrecer e manter o peso _dificuldade que foi citada ontem por Ronaldo, no anúncio de sua aposentaria, e atribuída por ele à doença.

O jogador, como todo o Brasil agora sabe, sofre de hipotireoidismo há quatro anos, e ainda não se tratou.
A falta de medicação adequada para o problema pode causar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como aterosclerose (entupimento das veias), infarto e insuficiência cardíaca.
O hipotireoidismo é um distúrbio caracterizado por uma menor atividade da glândula tireoide, que produz hormônios responsáveis por estimular o metabolismo e o trabalho celular.
A falta do hormônio faz com que o metabolismo fique mais lento. Os principais sintomas são sonolência, cansaço e perda na capacidade de raciocínio.
Estima-se que 6% da população mundial tenha algum grau do distúrbio, de acordo com o endocrinologista João Roberto Maciel Martins, da Universidade Federal de São Paulo.
"É muito mais comum entre mulheres, principalmente após a menopausa. A alteração pode aparecer de uma hora para outra, mas as manifestações são graduais."
A principal causa é uma doença autoimune, chamada de tireoidite de Hashimoto, inflamação que faz a glândula perder progressivamente sua função.
"Não se sabe ao certo por que é mais comum em mulheres, mas pode ter uma relação com as variações hormonais. Mulheres também têm mais doenças autoimunes", diz Ricardo Meirelles, presidente da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).
Além da doença autoimune, há outras causas para o hipotireoidismo como inflamações, tratamentos com radioterapia ou a retirada do órgão por cirurgia.
Um exame de sangue simples pode detectar o problema. O tratamento é feito com a reposição do hormônio T4 em dosagens calculadas de acordo com o grau da doença e o peso do paciente.






PERDA DE PESO
Ficar sem tratar o hipotireoidismo pode, sim, causar aumento de peso. Mas, diz Martins, a alteração é leve, efeito da retenção de líquidos, e não de maior quantidade de gordura no corpo.
"Varia muito de pessoa para pessoa, mas pode-se dizer que o peso aumentaria em média dois ou três quilos."
De acordo com Meirelles, a reposição do hormônio é capaz de reverter os sintomas e impedir o ganho de peso.
"O tratamento é muito eficaz, o organismo fica equilibrado. Não tem por que alguém não tratar."
A longo prazo, a falta do hormônio altera as funções cardíacas, reforça o endocrinologista José Augusto Sgarbi, professor da Faculdade de Medicina de Marília e membro da Sbem/ SP.
"O hormônio da tireoide é muito importante para o funcionamento do coração. Sua falta altera os batimentos, aumenta os níveis de colesterol e pode também causar insuficiência cardíaca."



Fonte: Folha

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Figo




A fruta chegou ao Brasil no século 16, trazida pelos colonizadores espanhóis e portugueses. É rico em açúcares, fibras, atioxidantes e sais minerais como o cálcio, o fósforo, o magnésio e o potássio.
Hoje, duas variedades predominam no mercado brasileiro: o figo roxo e o figo branco.

Eles se diferenciam apenas pela cor da casca. O figo verde, muito usado para fazer compotas, não é uma variedade; trata-se da fruta comercializada antes de ter atingido o estágio de maturação.

Como comprar: O figo maduro é macio e firme, tem a casca meio aveludada e ligeiramente enrugada. A pequena abertura (ostíolo), na parte inferior, deve ter um tom que vai do vermelho ao vinho. Se essa região estiver esverdeada, não consuma o produto. Descarte figos moles, amassados e com bolor.
Como conservar: Se estiver verde, mantenha em temperatura ambiente, em local sem luz direta do sol para amadurecer. Quando maduro, conserve em geladeira por até dois dias. Envolva-o em papel toalha ou conserve em recipiente fechado, para que não fique ressecado nem absorva o cheiro dos outros alimentos.
Como consumir: é perfeito para ser apreciado ao natural, em salada de frutas ou de folhas, com presunto cru, como recheio de tortas e na preparação de mousses, cremes e molhos.


Fonte: Nestle

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Estudo questiona valor nutricional de frutas pouco maduras



Existe muita perda nutricional quando comemos uma fruta que ainda não está bem madura? Existe uma mudança significativa no valor nutricional à medida que uma fruta ou vegetal amadurece, mas isso pode não ser o principal fator da nutrição, disse Jennifer Wilkins, da divisão de ciências nutricionais da Cornell University College of Human Ecology.
A mudança de valor varia com fatores como a variedade e o manuseio após a colheita, disse a especialista. Por exemplo, um estudo de 2004 com amoras, publicado no "The Journal of Agricultural Food Chemistry", descobriu que o nível de pigmentos antocianina, que podem ter benefícios antioxidantes, aumentou mais de quatro vezes quando amoras Marion passaram de pouco maduras a maduras demais (de 74,7 mg a 317 mg por 100 g).
Para outra variedade, a Evergreen, eles aumentaram pouco mais de duas vezes (de 69,9 mg para 164 mg).
Embora atividades antioxidantes também aumentem com o amadurecimento, elas não mostraram uma mudança significativa. Outra classe de nutrientes, os fenólicos, na verdade diminuíram levemente.
"Para muitas frutas e vegetais no supermercado, o amadurecimento não é um grande fator", disse Wilkins.
Muito embora um tomate possa ser colhido antes do auge de amadurecimento e transportado antes que a vitamina C tenha a chance de se desenvolver integralmente, outros fatores mais importantes podem ser a variedade; se ele foi resfriado o suficiente após a colheita; a que umidade e temperatura ele foi exposto no transporte; e o tempo que levou até chegar ao mercado.


Fonte: Folha

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Comer peixe pode ajudar a prevenir cegueira, diz estudo





Os ácidos graxos ômega-3 contidos no peixe podem ajudar a prevenir a retinopatia, uma doença nos olhos que pode provocar cegueira em pessoas com diabetes e bebês prematuros, segundo um estudo publicado na quarta-feira (9) pela revista "Science".
A retinopatia é o desenvolvimento anormal de vasos sanguíneos na retina (que tem altas concentrações de ômega-3) e uma das principais causas da cegueira.
Os ácidos graxos da série ômega-3 desempenham papéis especiais nas membranas celulares do sistema nervoso, mas, como detectaram os pesquisadores, não estão presentes em quantidades suficientes nas modernas dietas ocidentais, repletas de ômega-6.
Estudos recentes demonstraram que o consumo em excesso dos ômega-6, concentrados em alguns alimentos gordurosos e na maioria de óleos vegetais, aumenta o risco de contrair certas doenças e aguça a depressão.
Os pesquisadores estudaram a influência dos ômega-3 na retina de ratos e descobriram que o aumento dos ácidos graxos deste tipo derivado da dieta limitou o crescimento patológico dos vasos sanguíneos denominados neovasos.
No caso dos bebês, os vasos sanguíneos da retina começam a se desenvolver aos três meses depois da concepção e completam seu desenvolvimento no momento do nascimento normal. No entanto, se o parto for muito prematuro, pode-se alterar o desenvolvimento do olho e os vasos podem deixar de crescer ou crescem de maneira anormal.
A aparição rápida e desordenada desses neovasos provoca graves perturbações como hemorragias no interior do olho e, em casos mais severos, glaucoma e descolamento da retina.
Os ratos alimentados com dietas ricas em ácidos graxos ômega-3 pela equipe liderada pela pesquisadora Lois Smith --oftalmologista do Hospital Infantil de Boston-- tiveram uma redução de quase 50% do crescimento dos vasos sanguíneos na retina, frente aos alimentados com dietas ricas em ômega-6.
"Nossas descobertas nos dão novas informações sobre como funcionam os ácidos graxos ômega-3, que os torna uma opção ainda mais promissora para atuar como agentes protetores", disse Smith.
Ela assinalou também que a capacidade de impedir o crescimento desses neovasos com ácidos ômega-3 poderia ajudar a reduzir os gastos em saúde.
"O custo dos suplementos vitamínicos com ácidos graxos ômega-3 é de aproximadamente US$ 10 por mês, frente aos US$ 4 mil mensais que podem custar os tratamentos anti-VEGF (crescimento endotelial vascular)", indicou.
Smith e sua equipe continuam estudando os lipídios beneficentes para a visão e pretendem iniciar uma nova via de pesquisa na busca dos ácidos graxos ômega-6 mais prejudiciais.
"Encontramos os bons, agora vamos buscar os maus", assinalou a oftalmologista. "Se encontrarmos os caminhos, talvez possamos bloquear seletivamente os agentes metabólicos negativos."
Nos Estados Unidos, a retinopatia afeta 4,1 milhões de pessoas com diabetes --um número que tende a dobrar nos próximos 15 anos-- e afeta muitos recém-nascidos prematuros.

Fonte: Folha

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cardápio de fast food com dados nutricionais não afeta consumo nos EUA

Um estudo da Universidade Duke (EUA) acompanhou por um ano os efeitos da inclusão de informações nutricionais no cardápio de uma rede de fast food.
De acordo com os pesquisadores, o comportamento do consumidor que frequentava o restaurante com calorias no cardápio era igual ao da pessoa que ia a uma unidade sem essas informações.
A pesquisa será publicada no "American Journal for Preventive Medicine".
Na região onde foi feito o estudo, no Estado de Washington, há uma lei que obriga a exposição dos dados nutricionais nas redes de fast food, na tentativa de reduzir a obesidade. No Brasil, 60 redes se comprometeram a exibir essas informações em cardápios e embalagens ainda neste ano.


Fonte: Folha

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Estudo relaciona dieta de 'junk food' a Q.I. baixo



Crianças com dieta rica em comida processada podem apresentar Q.I. ligeiramente mais baixo, de acordo com um amplo estudo divulgado no "Journal of Epidemiology and Community Health" da BMA (British Medical Association) e que já está sendo aclamado como o mais abrangente do tipo.
A conclusão da pesquisa é o resultado do acompanhamento de 14.000 pessoas nascidas na Inglaterra entre 1991 e 1992, que tiveram a saúde e o bem-estar foram monitorados aos três, quatro, sete e oito anos e meio.
Os pais das crianças foram orientados a preencher questionários que perguntavam, entre outras coisas, o que seus filhos comiam e bebiam.
Três padrões de dieta foram então identificados: o primeiro, rico em gorduras processadas e açúcar; o segundo, uma dieta "tradicional" com base em carne e vegetais; e o terceiro, considerado "saudável", com muita salada, frutas e vegetais, além de macarrão e arroz.
Quando as crianças chegaram aos oito anos e meio, seu Q.I. (sigla para quociente de inteligência) foi medido através de uma ferramenta padrão conhecida como Escala de Inteligência de Wechsler.
Entre as 4.000 crianças cujos dados estão completos, é possível perceber uma diferença significativa de Q.I. daquelas que consumiam comida processada em relação às submetidas a uma dieta saudável nos primeiros anos da infância.
Ao todo, 20% das crianças participantes consumiam grande quantidade de comida processada, e o Q.I. médio aferido entre elas é 101. Já entre os 20% alimentados de maneira saudável, o Q.I. médio é 106.
"É uma diferença muito pequena, não é uma diferença vasta", admite Pauline Emmett, uma das autoras do estudo, que pertence à Escola de Medicina Social e Comunitária da Universidade de Bristol.
"No entanto, ela as torna menos capazes de lidar com a educação, menos capazes de lidar com algumas coisas na vida", acrescenta.
A associação entre nível de Q.I. e nutrição é um ponto polêmico e exaustivamente debatido, uma vez que pode ser influenciada por inúmeros fatores como o contexto social e econômico de cada indivíduo.
É possível argumentar, por exemplo, que uma família de classe média tem mais interesse (ou mais condições) de servir uma refeição saudável aos filhos, além de dar mais estímulo à criança para que consuma alimentos saudáveis, em comparação com famílias mais pobres.
Emmett explica que sua equipe dedicou especial cuidado para neutralizar este tipo de fator na aferição dos dados.
"Temos todo o controle do nível educacional da mãe, da classe social da mãe, sua idade, se vive em casa própria, o que aconteceu em sua vida, qualquer coisa errada, o ambiente da casa, se há livros ou se assiste muita televisão, coisas assim", diz a pesquisadora.
Além disso, afirma, o tamanho do estudo não tem precedentes na área.
"É uma amostra gigantesca, é muito maior do que qualquer coisa que alguém já tenha feito", acrescentou.
Emmett enfatiza, entretanto, que ainda são necessários mais trabalhos para descobrir se este impacto no Q.I. das crianças continua à medida que envelhecem.
Sobre por que uma dieta rica em "junk food" teria esta influência sobre a inteligência, a pesquisadora sugere que a falta de vitaminas e minerais vitais para o desenvolvimento do cérebro, adquiridos em pouca quantidade em alimentos processados, em um momento fundamental da infância, pode ser responsável pela diferença.
"Uma dieta de 'junk food' não proporciona um bom desenvolvimento do cérebro", conclui.


Fonte: Folha

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tempero do dia: GENGIBRE



É provável que você já tenha provado algum prato em que pôde sentir o suculento e picante sabor do gengibre. Essa raiz forte é originária da Ásia e é consumida há mais de três mil anos.
Pertencente a família das Zingiberáceas, a planta chega a um metro de altura e apresenta flores tubulares de cor amarelo-claro. As folhas de cor verde-escuro nascem a partir do caule duro, grosso e subterrâneo, conhecido como rizoma, a parte mais utilizada para consumo.
A história conta que o gengibre foi uma das primeiras especiarias a atingir a região do Mediterrâneo, provavelmente introduzida pelos fenícios. Já no século I d.C, Roma fazia uso quase obrigatório do gengibre para incrementar molhos de carnes e frangos.
A ele também é conferido o título de primeira especiaria oriental a ser transportada em grandes quantidades. Sua chegada ao Brasil aconteceu através dos portugueses, que também foram responsáveis por espalhá-lo na África Ocidental.
No Oriente, é largamente utilizado no preparo de especiarias, como o curry. No Japão, é acompanhamento obrigatório de pratos como o sushi e para temperar frango. Há ainda um alto consumo de gengibre em conserva, e o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático. Na Europa, é notável sua utilização para dar um aroma diferenciado a confeitos, bolos e bolachas.

É vendido como raiz fresca, em pó ou em conserva. Todas as formas são picantes e aromáticas.

O que você encontra: O gingerol, o shogaol e o zingibereno encontrados no gengibre possuem propriedades antioxidantes que podem prevenir doenças cardíacas e câncer. É capaz de reduzir a cinetose, as náuseas e os vômitos, além de ser antiinflamatório e bactericida.

Melhore sua alimentação

Use em: Sidras de abacaxi e maçã, Bolos e Biscoitos; Sobremesas de fruta, Sopas e Caldos, Sucos..


Fonte: R. Digest; Caderno Gourmet.